Eu tenho um sonho
Esperança é a palavra da moda. Esperança contra uma crise que espalha aos quatro ventos e que ninguém da classe trabalhadora consegue enxergar. Esperança a favor da paz, tão combatida e violentada por soldadinhos de chumbo a pedido de um monstro da lama da pólvora. Esperança para que o povo da América ao norte ame seu país e esqueça um pouco as nações dos outros, mas, quando for necessária a intervenção, que ajude sem esnobismos e com prazer, luta e esperança.
Barack Hussein Obama representa esta esperança para o mundo, hoje. Por tudo o que simboliza para a atualidade, ele merece todo respeito. Num país de culturas tradicionais onde a cor da pele foi crucial para que desenvolvesse uma guerra civil terrível entre 1861 e 1865, ser o primeiro negro presidente dos Estados Unidos é algo extraordinariamente revolucionário. Indo mais adiante, é algo muito bom de se presenciar. Uma parte da história se fez em 20 de Janeiro de 2009.
Quando Lula assumiu a presidência do Brasil em 2003, a palavra de ordem nas terras tupiniquins também era esperança. Um homem trabalhador e de família pobre, sem curso superior e torneiro mecânico de profissão, tomava as rédeas de um país grande e bobo. Este paralelo deve existir para que os erros cometidos por aqui não torne algo esperado por lá. Lula foi mal assessorado devido à não experiência no poder. Escolheu alguns amigos que sucumbiram ao prazer de mandar e constatou que o desejo não basta ser único, precisa ser coletivo. Obama também precisa saber escolher seus braços-fortes para que o capital não os engula. Quem escolhe se tornar público tem que saber sobreviver com a cobrança pública.
Assim como Lula, Obama conhece a pobreza e carrega solidariedade no coração. Por causa dos protocolos, os dois não poderão expressar alguns de seus gostos como gostariam. Assim como aprenderam a cortar o bife com a faca na mão direita. O problema é que os desejos de ambos de modificarem o mundo para melhor passam por votos de pessoas não tão compromissadas com a causa. O povo não enxerga e, como diz o menestrel Juca Chaves, a culpa sempre é do governo.
Outra semelhança das posses de Obama e Lula foi o discurso, o que causou certa estranheza. Pois o presidente dos americanos do norte afirmou serem caros os serviços de saúde e que a educação falha muito, além dos lares, empregos e empresas perdidas. Parece com um país da América do Sul, não? Prova de que o povo daqui, mesmo com tanta corrupção assolada no Congresso, vale tanto quanto pesa o povo de lá. E viva o povo brasileiro!
Que a esperança pintada de verde não sobrevoe nas asas de um urubu. E que o mundo siga o bom exemplo dos Estados Unidos da América não guerreando em busca da paz. E que o mundo repita com Martin Luther King Jr: eu tenho um sonho!



del.icio.us
Digg
Comentários (2 postado):
Castro Alves e Martin Luther King tinham que presenciar esse momento de glória para a humanidade. Viva a liberdade...
Postar comentário